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Enxerto Gengival: o que é, tipos, recuperação e a biologia por trás

Francisco Teixeira Barbosa
Francisco Teixeira BarbosaFounder & Editor
Jun 8, 202616 min read
Enxerto Gengival: o que é, tipos, recuperação e a biologia por trás

Há alguns anos resolvi aprender a fazer sashimi em casa. Comprei a faca certa, uma Yanagiba de fio único. Comprei o livro. Assisti a vídeos de chefs japoneses trabalhando o atum como se fosse um instrumento musical. Tinha todo o equipamento e todas as instruções. O primeiro corte rasgou a carne. O décimo também. No fim, pedi comida japonesa do restaurante da esquina.

A faca não era o problema. O livro não era o problema. Eu não entendia o peixe — como a fibra do músculo corria naquele corte, como a temperatura mudava a resistência, como sentir a tensão sob a lâmina. Eu tinha decorado o procedimento sem entender a biologia por baixo dele.

Penso nisso toda vez que alguém me pergunta sobre o enxerto gengival. Compramos o kit microcirúrgico, fazemos os cursos, aprendemos o protocolo — e depois nos perguntamos por que o enxerto não se comporta como o livro prometeu. Este guia foi escrito para os dois lados da cadeira: o paciente que quer entender o que vai acontecer com a sua gengiva, e o clínico que quer enxergar a biologia que decide o resultado.

Principais pontos

- Um enxerto gengival é um pedaço de tecido retirado do palato (céu da boca) e transplantado para recobrir uma raiz exposta, engrossar a gengiva ou reforçar o tecido ao redor de dentes e implantes.

- A cicatrização clínica leva de 6 a 8 semanas; a maturação biológica completa leva de 3 a 6 meses.

- O enxerto de tecido conjuntivo subepitelial é a primeira escolha na zona estética, porque o sítio doador fecha por primeira intenção e a cor combina melhor.

- A técnica de desepitelização muda quanto epitélio realmente sai do enxerto: de ~59% com bisturi extraoral a ~98% com raspador ósseo (Bara-Gaseni et al., 2024).

- A maior parte das complicações nasce nas primeiras 72 horas, quando o enxerto ainda não tem vascularização própria. Não fumar e não mexer na área é o que mais protege o resultado.

O que é um enxerto gengival?

Um enxerto gengival é um pedaço de tecido mole, geralmente retirado da região lateral do palato (entre o canino e o primeiro molar), transplantado para outra área da boca. O enxerto típico mede de 8 a 15 mm de comprimento e de 1,0 a 1,5 mm de espessura.

Na linguagem técnica, quando esse tecido é colhido por baixo do epitélio de superfície e contém apenas tecido conjuntivo, ele se chama enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (em inglês, connective tissue graft, ou CTG) — é também conhecido como enxerto conjuntivo gengival. É o tipo mais usado para recobrir raízes na região estética.

Enxerto de tecido conjuntivo como arquitetura viva: corte histológico mostrando epitélio, colágeno, plexos vasculares, fibroblastos e matriz extracelular
Enxerto de tecido conjuntivo como arquitetura viva: corte histológico mostrando epitélio, colágeno, plexos vasculares, fibroblastos e matriz extracelular

Um enxerto não é "tecido branco". É biologia organizada — cada milímetro carrega informação.

Essa é a ideia central deste guia. Cada decisão sobre um enxerto, da coleta à desepitelização e até a forma de manusear o tecido entre o palato e o local de destino, é uma decisão sobre biologia. Os instrumentos são como tocamos o tecido. A biologia é o que determina se ele vai cicatrizar.

Para que serve e quando é indicado

O enxerto gengival tem três indicações principais:

1. Recobrimento radicular — cobrir raízes expostas por retração gengival (recessão), reduzindo sensibilidade e melhorando a estética.

2. Aumento de gengiva queratinizada — engrossar uma faixa fina de gengiva para dar estabilidade a longo prazo.

3. Reforço de tecido mole ao redor de implantes — aumentar o volume e a qualidade da gengiva em torno de um implante.

É um dos procedimentos mais previsíveis da cirurgia plástica periodontal, com resultados de recobrimento radicular mantidos em acompanhamentos de 10 a 20 anos (Zuhr et al., 2014).

Tipos de enxerto gengival

Os três tipos mais comuns confundem muita gente. Esta é a comparação clínica que importa:

| Característica | Conjuntivo subepitelial (ETCS) | Enxerto gengival livre (EGL) | Conjuntivo desepitelizado |

|---|---|---|---|

| Coleta | Por baixo do epitélio, que permanece no palato | Peça única, com epitélio | Peça com epitélio, removido depois |

| Composição | Só tecido conjuntivo | Epitélio + conjuntivo | Conjuntivo com restos de epitélio |

| Cicatrização do palato | Primeira intenção, menos dor | Segunda intenção, mais dor | Primeira intenção, menos dor |

| Estética no destino | Excelente, sem mancha de queratina | Mancha visível, possível diferença de cor | Excelente na maioria dos casos |

| Melhor indicação | Recobrimento estético, ao redor de implantes | Ganhar gengiva queratinizada em área não estética | Quando o palato é fino e dificulta um ETCS limpo |

> Dica clínica. Na zona estética, o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial costuma ser a primeira escolha: o sítio doador fecha por primeira intenção (menos morbidade) e não traz queratina de superfície, o que evita o "remendo" de cor típico do enxerto gengival livre.

Como é feita a cirurgia, passo a passo

A cirurgia tem duas frentes ao mesmo tempo: o sítio doador (o palato) e o sítio receptor (onde o enxerto vai).

1. Anestesia local das duas áreas.

2. Coleta no palato — por uma técnica de "alçapão" (trap-door), incisão única ou abordagem de Harris. No enxerto subepitelial, o epitélio de superfície é preservado, e o palato é suturado para fechar por primeira intenção.

3. Preparo do leito receptor — a raiz é limpa e o tecido ao redor é descolado para receber o enxerto, muitas vezes por técnica de túnel ou retalho posicionado coronalmente.

4. Posicionamento e sutura — o enxerto é estabilizado em contato íntimo com o leito. Esse contato é o que permite a nutrição nos primeiros dias.

Em alguns casos usa-se uma membrana ou um substituto de tecido quando não se quer (ou não se pode) colher tecido do próprio palato — falo das alternativas mais abaixo.

O enxerto gengival dói?

A parte mais sensível costuma ser o palato, de onde o tecido foi retirado — não o local que recebeu o enxerto. O desconforto é maior nas primeiras 48 a 72 horas e é controlado com analgésicos comuns. O enxerto de tecido conjuntivo subepitelial dói menos que o enxerto gengival livre, porque o palato fecha por primeira intenção em vez de cicatrizar como uma ferida aberta.

Sensação de "repuxar" ou de tensão na primeira semana é cicatrização, não infecção. Inchaço e leve sensibilidade são esperados. Dor intensa que aumenta depois do terceiro dia, com inchaço crescente ou gosto ruim persistente, merece um retorno ao periodontista.

Recuperação e cicatrização: o que esperar dia a dia

A coisa mais importante que acontece com um enxerto acontece nos primeiros 7 a 14 dias — e quase nada disso é visível a olho nu.

Vista histológica da revascularização: novos capilares nutrindo o enxerto enquanto fibroblastos remodelam a matriz
Vista histológica da revascularização: novos capilares nutrindo o enxerto enquanto fibroblastos remodelam a matriz

Circulação plasmática, inosculação capilar e remodelação por fibroblastos: a sequência que transforma tecido colhido em gengiva integrada.

- Dia 0 a 2. O enxerto sobrevive por circulação plasmática — nutrientes e oxigênio chegam por difusão, sem vasos próprios ainda. É o momento de maior risco. Gelo, dieta macia e fria, sem bochechos.

- Dia 3 a 7. Começa a inosculação capilar: vasos do leito receptor crescem em direção ao enxerto. Sensação de tensão é normal. Os pontos costumam permanecer.

- Semana 2. Retirada dos pontos. O enxerto já é perfundido pela própria vascularização emergente. A cor ainda pode diferir um pouco.

- Semana 3 a 4. A re-epitelização de superfície está praticamente completa. O tecido tolera escovação suave.

- Mês 1 a 3. A remodelação por fibroblastos está a todo vapor. Tom e textura começam a amadurecer.

- Mês 3 a 6. Maturação final. A área enxertada se integra, biológica e clinicamente, à gengiva ao redor (Tavelli et al., 2019).

Quando um paciente me pergunta quanto tempo leva para cicatrizar, dou duas respostas. A resposta clínica é de seis a oito semanas. A resposta biológica é de seis meses.

Sobre atestado: a maioria das pessoas volta às atividades em poucos dias e ao trabalho de escritório em 2 a 3 dias, evitando esforço físico intenso por cerca de uma semana. O período exato depende do caso e da orientação do seu cirurgião.

Enxerto gengival antes e depois: o que realmente muda

Muita gente procura fotos de "antes e depois", e o que importa nelas é o que mudou de fato. Em um recobrimento radicular bem-sucedido, o "antes" costuma mostrar raiz exposta, sensibilidade e uma margem gengival irregular; o "depois", após a maturação, mostra a raiz recoberta, mais volume e uma faixa de gengiva queratinizada mais estável e de cor integrada.

A mudança é gradual: nas primeiras semanas a cor ainda difere; entre o mês 1 e o 3 o tom e a textura amadurecem; o resultado final se estabelece por volta de 3 a 6 meses. Por isso o "antes e depois" de um caso não prevê o seu — resultados variam conforme o defeito, o biotipo e a técnica, e a melhor previsão vem de uma avaliação individual com o periodontista.

Cuidados no pós-operatório

- Não fume. O cigarro interrompe justamente a sequência de nutrição plasmática, inosculação e remodelação. É o fator isolado mais destrutivo para um enxerto.

- Dieta macia e fria nos primeiros dias; evite mastigar do lado operado.

- Não escove a área diretamente até a liberação; siga o protocolo de bochecho com clorexidina, se prescrito.

- Evite mexer com a língua ou os dedos — o microtrauma e o movimento são inimigos do enxerto na primeira semana.

Quando o enxerto gengival não dá certo

A falha do enxerto — incluindo a temida necrose — quase sempre se explica pela interrupção do contato e da nutrição na janela inicial. Hematoma, micromovimento, fechamento insuficiente do retalho, tabagismo e pressão sobre a área podem levar à necrose do enxerto.

Um enxerto inflamado, com dor crescente e secreção, pode indicar infecção e precisa de avaliação. Vale lembrar: nem todo resultado "diferente do esperado" é falha — restos de epitélio podem deixar pequenas irregularidades de superfície ou cistos de inclusão que são clinicamente silenciosos e amadurecem com o tempo (Maia et al., 2021).

A biologia por trás: por que alguns enxertos integram e outros não

Esta é a parte que não cabe em um slide de curso. Zuhr, Bäumer e Hürzeler descreveram o mapa clínico mais útil disso na revisão crítica de 2014 (Zuhr et al., 2014). Um enxerto de palato traz cinco elementos biologicamente relevantes:

Os cinco componentes biológicos de um enxerto: epitélio, feixes de colágeno, plexos vasculares, fibroblastos e matriz extracelular
Os cinco componentes biológicos de um enxerto: epitélio, feixes de colágeno, plexos vasculares, fibroblastos e matriz extracelular

Epitélio, colágeno, plexos vasculares, fibroblastos e matriz extracelular: os cinco componentes que decidem como o enxerto vai cicatrizar.

1. Epitélio — no enxerto subepitelial, a meta é deixá-lo no palato. Restos de epitélio no enxerto não são inertes: influenciam como a superfície cicatriza.

2. Colágeno — organizado em feixes que dão estabilidade mecânica.

3. Plexo vascular — a rede de vasos que perfundia o tecido. Ela some na coleta, mas deixa canais que o leito usa para revascularizar.

4. Fibroblastos — as células que remodelam o enxerto, sintetizam novo colágeno e definem se a área vai se parecer com gengiva queratinizada meses depois.

5. Matriz extracelular — o arcabouço que segura os outros quatro. É a parte mais afetada pela forma como o enxerto é manuseado: quanto mais tempo desidratado na bandeja, mais a matriz se degrada. Manuseio mecânico é manuseio biológico.

A desepitelização, a variável silenciosa

Parece um passo pequeno — raspar ou aparar o epitélio antes de posicionar o enxerto. Mas a escolha do método muda quanto epitélio realmente sai. Os números são contundentes.

Uma série de casos de 2021 (técnica de Harris) encontrou apenas cerca de 56% da superfície livre de epitélio após a desepitelização convencional — ou seja, ~44% ainda carregava restos epiteliais (Maia et al., 2021). Um estudo em cadáveres de 2024 comparou três métodos: com raspador ósseo intraoral, 97,98% da superfície ficou livre de epitélio; com broca diamantada, 88,24%; e com bisturi extraoral — o método clássico — apenas 58,84% (Bara-Gaseni et al., 2024).

A lição: se você desepiteliza com bisturi por fora e assume que o enxerto está limpo, está errado cerca de quatro vezes em dez. O método importa tanto quanto o operador.

Alternativas ao enxerto autógeno

O tecido conjuntivo autógeno (do próprio paciente) é o padrão-ouro, mas não é a única opção. Nos últimos anos entraram em uso materiais substitutos que eliminam o segundo sítio cirúrgico (o palato):

- Matrizes de colágeno xenógenas (por exemplo, Geistlich Mucograft, Fibro-Gide).

- Matrizes dérmicas acelulares de origem humana ou suína.

Esses materiais costumam aparecer nas buscas como enxerto "biossintético", "sintético" ou artificial. A evidência é consistente: para recobrimento radicular, o enxerto autógeno ainda entrega recobrimento médio um pouco melhor; para engrossar tecido ao redor de implantes, as matrizes têm desempenho clinicamente aceitável e reduzem bastante a morbidade (Tavelli et al., 2019). A biologia é diferente — sem fibroblastos vivos dentro da matriz, a integração depende totalmente da migração de células do leito.

Uma observação sobre o termo "enxerto com o próprio sangue": concentrados de plaquetas (como a fibrina rica em plaquetas) podem ser usados como adjuntos, mas não substituem um enxerto de tecido conjuntivo para recobrimento radicular previsível. E "enxerto sem cirurgia" não existe de verdade: o enxerto é um procedimento cirúrgico — o que muda é se há ou não um segundo sítio doador.

Quanto custa um enxerto gengival?

Não existe um preço de tabela único, e desconfie de quem promete um. O valor de um enxerto gengival depende de fatores reais:

- Extensão — número de dentes/raízes a tratar e tamanho da área.

- Tipo de enxerto — autógeno (do palato) ou matriz substituta.

- Complexidade do caso — biotipo fino, recessões múltiplas, área ao redor de implante.

- Profissional e região — experiência do periodontista e cidade.

O caminho honesto é uma avaliação com um periodontista, que examina o defeito e estima o plano. Custo baixo com técnica inadequada costuma sair caro: um enxerto que falha exige uma segunda cirurgia.

Enxerto gengival e implantes

Ao redor de implantes, o objetivo muda de "recobrir raiz" para engrossar e qualificar o tecido mole — uma faixa de gengiva queratinizada estável ajuda na saúde a longo prazo e na estética. Aqui, dependendo do caso, tanto o enxerto de tecido conjuntivo quanto as matrizes xenógenas têm papel, e a decisão é tão biológica quanto clínica.

A biologia por baixo do procedimento

Conceito de narrativa histológica: tornar visível a biologia invisível por trás da cirurgia de enxerto
Conceito de narrativa histológica: tornar visível a biologia invisível por trás da cirurgia de enxerto

O futuro da educação odontológica é ensinar o clínico a enxergar a biologia por baixo do procedimento.

Nunca voltei a fazer sashimi em casa, mas a lição ficou. A faca era linda, o livro era excelente — nada disso importou até eu entender o que acontecia entre o aço e o peixe. O enxerto gengival funciona do mesmo jeito. O que separa quem consegue recobrimento radicular previsível de quem não consegue raramente é o kit. É enxergar o que o microscópio enxerga: como aquele tecido específico vai integrar, revascularizar e amadurecer.

Para o detalhamento das técnicas de coleta no palato, veja as quatro técnicas clássicas de coleta de tecido conjuntivo. Para o mergulho completo na histologia, este artigo tem uma versão aprofundada em inglês. E se você quer entender como usamos IA para tornar essa biologia visível na educação clínica, veja como criamos vídeos de educação odontológica com inteligência artificial.

Perguntas frequentes

Para que serve o enxerto gengival?

Serve para recobrir raízes expostas por retração gengival, aumentar a espessura da gengiva queratinizada e reforçar o tecido mole ao redor de dentes e implantes. É um dos procedimentos mais previsíveis da cirurgia plástica periodontal.

O enxerto gengival dói muito?

O desconforto maior vem do palato (área doadora) e se concentra nas primeiras 48 a 72 horas, sendo controlado com analgésicos comuns. O enxerto de tecido conjuntivo subepitelial costuma doer menos que o enxerto gengival livre, porque o palato fecha por primeira intenção.

Quanto tempo leva para cicatrizar um enxerto gengival?

A cicatrização clínica visível se completa em cerca de 6 a 8 semanas. A maturação biológica completa — remodelação por fibroblastos e integração com a gengiva ao redor — continua por 3 a 6 meses.

Quantos dias de atestado preciso após um enxerto gengival?

A maioria das pessoas retorna a atividades leves e ao trabalho de escritório em 2 a 3 dias, evitando esforço físico por cerca de uma semana. O tempo exato depende do caso e da orientação do cirurgião.

Quais são os tipos de enxerto gengival?

Os principais são o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (mais usado na zona estética), o enxerto gengival livre (para ganhar gengiva queratinizada em áreas não estéticas) e o enxerto conjuntivo desepitelizado. Existem ainda as matrizes substitutas (xenógenas e dérmicas acelulares).

Existe enxerto gengival sem cirurgia ou "biossintético"?

O enxerto é sempre um procedimento cirúrgico. O que existe são substitutos (matrizes de colágeno xenógenas ou matrizes dérmicas acelulares) que evitam o segundo sítio doador no palato. Para recobrimento radicular, o tecido autógeno ainda tende a dar resultado um pouco melhor.

Como fica o enxerto gengival antes e depois?

No "antes" costuma haver raiz exposta, sensibilidade e margem gengival irregular. No "depois" (após 3 a 6 meses de maturação) a raiz aparece recoberta, com mais volume e uma faixa de gengiva mais estável e de cor integrada. A cor e a textura amadurecem de forma gradual ao longo das primeiras semanas e meses, e o resultado varia conforme o caso e a técnica.

Por que o enxerto gengival às vezes falha (necrose)?

Quase sempre por interrupção do contato e da nutrição na primeira janela de cicatrização: hematoma, micromovimento, fechamento insuficiente do retalho, pressão sobre a área e, principalmente, o tabagismo. Por isso os cuidados das primeiras 72 horas são decisivos.

Referências

Bara-Gaseni, N., Jorba-Garcia, A., Alberdi-Navarro, J., et al. (2024). Histological assessment of a novel de-epithelialization method for connective tissue grafts harvested from the palate. An experimental study in cadavers. Clinical Oral Investigations. https://doi.org/10.1007/s00784-024-05734-y

Maia, V. T. G., Kahn, S., de Souza, A. B., & Fernandes, G. V. O. (2021). Deepithelialized connective tissue graft and the remaining epithelial content after harvesting by the Harris technique: A histological and morphometrical case series. Clinical Advances in Periodontics, 11(3), 150–154. https://doi.org/10.1002/cap.10151

Tavelli, L., Barootchi, S., Greenwell, H., & Wang, H. L. (2019). Autogenous soft tissue grafting for periodontal and peri-implant plastic surgical reconstruction. Journal of Periodontology, 90(10), 1163–1180. https://doi.org/10.1002/JPER.19-0103

Zuhr, O., Bäumer, D., & Hürzeler, M. (2014). The addition of soft tissue replacement grafts in plastic periodontal and implant surgery: Critical elements in design and execution. Journal of Clinical Periodontology, 41(Suppl 15), S123–S142. https://doi.org/10.1111/jcpe.12185

Zuhr, O., Rebele, S. F., Schneider, D., Jung, R. E., & Hürzeler, M. B. (2014). Tunnel technique with connective tissue graft versus coronally advanced flap with enamel matrix derivative for root coverage. Journal of Clinical Periodontology, 41(6), 582–592.

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Implant & Digital Dentistry specialist. Periospot founder and managing editor. Executive Director at FOR.

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